Entre o que se encerra e o que começa, um olhar mais honesto para a virada do ano
“Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança…”
— Mário Quintana
Todo fim de ano tem algo dessa imagem criada por Mário Quintana.
Sirenas, buzinas, contagens regressivas, promessas feitas no impulso.
E, no meio de tudo isso, existe uma esperança meio teimosa, meio infantil, que insiste em se lançar acreditando que vai pousar inteira do outro lado.
No fundo, a gente sabe que não é bem assim.
Sabe que o calendário muda, mas a vida não se reorganiza sozinha.
Ainda assim, algo em nós insiste em tentar de novo.
Talvez o Ano Novo seja menos sobre garantias e mais sobre disposição.
Não a certeza de que tudo vai dar certo,
mas a coragem de continuar, mesmo sabendo que o caminho não é simples.
O que a virada realmente nos pede
Entrar em um novo ano não significa apagar o que foi difícil.
Ao contrário, significa reconhecer o que foi vivido — inclusive os erros, os cansaços e as escolhas que não deram certo — e seguir adiante com um pouco mais de maturidade.
A esperança de que Quintana fala não é ingênua.
Ela não promete um pouso sem impacto.
Ela apenas insiste em existir.
Nesse sentido, talvez seja isso que a virada do ano nos convide a fazer:
seguir acreditando, mas com mais consciência.
Desejar o novo, sem negar a realidade.
Menos promessas, mais responsabilidade consigo
O Ano Novo costuma vir carregado de metas, listas e resoluções que raramente sobrevivem ao primeiro trimestre.
Isso acontece não porque falte vontade, mas porque muitas dessas promessas nascem do excesso — de cobrança, de comparação, de expectativa.
Recomeçar, porém, pode ser mais simples do que parece.
Pode significar escolher não repetir certos padrões.
Ou, ainda, respeitar limites.
Às vezes, basta organizar a vida em camadas menores, mais possíveis.
Nem todo recomeço precisa ser grandioso.
Alguns precisam apenas ser verdadeiros.
Um olhar simbólico para atravessar o ano
No Tarot, a virada de ciclo não aparece como mágica ou ruptura total.
Ela se mostra, antes de tudo, como passagem.
A Roda da Fortuna lembra que o movimento é inevitável.
Já o Mago recorda que cada passo exige presença e escolha.
O ano muda.
Mas a forma de atravessá-lo depende de quem caminha.
Por isso, o Ano Novo não traz respostas prontas.
Ele oferece, em vez disso, a chance de organizar o terreno para decisões mais alinhadas com a vida real — e não com a vida idealizada.
Quando olhar para o ano ajuda a acalmar
Entre dezembro e janeiro, muitas pessoas sentem que algo precisa se organizar.
Não apenas sonhos, mas também rotina, tempo, prioridades e direção.
A Mandala do Ano é uma leitura que observa o ciclo mês a mês, ajudando a perceber períodos de movimento, de recolhimento e de decisão.
Ela não prevê acontecimentos, mas contribui para compreender o ritmo do ano, evitando escolhas feitas apenas no impulso da virada.
Para atravessar o novo ano com mais honestidade
Talvez o maior presente do Ano Novo seja esse:
a chance de seguir com menos ilusão e mais verdade.
Que a esperança continue insistindo.
Mas que ela caminhe acompanhada de consciência, responsabilidade e cuidado.
🧿 Se fizer sentido para você, a Mandala do Ano está disponível no site e pode ajudar a atravessar o ciclo que começa com mais clareza e serenidade.

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